segunda-feira, 13 de junho de 2016

terça-feira, 7 de junho de 2016

Sistema de Injeção eletrônica Motronic M2.8.1 Bosch



BOSCH M2.8.1

APLICATIVO GM

C20 4.1
OMEGA 4.1
SUPREMA 4.1
SILVERADO 4.1

COMO FUNCIONA O SISTEMA MOTRONIC 2.8.1
O sistema de injeção eletrónica de combustível MOTRONIC 2.8.1 dos motores GM POWERTECH 4.1 é um sistema multiponto digital que conjuga a injeção de combustível e a ignição. Possui autodiagnóstigo, isto é, reconhece falhas no sistema, memoriza as falhas em forma de códigos de defeito e emite estes códigos através de uma lâmpada indicadora de controle do motor. Assim o mecânico pode fazer a leitura dos códigos de defeito através desta lâmpada ou de um aparelho do tipo SCANNER.
Todo o sistema é controlado pôr uma central eletrónica que chamamos de centralina. Em seu processador interno estão armazenados os dados específicos do motor referentes ao volume de injeção e ângulo avanço da ignição, ou seja o sistema possui injeção e ignição mapeada. Os dados do mapeamento foram obtidos em bancadas de teste dinamômetro. Cada tipo de motor possui seu mapeamento próprio, que é levantado considerando uma série de fatores como série de fatores como, pôr exemplo, uso de equipamento de condicionamento de ar.
Seu funcionamento básico é o mesmo de todos os sistemas de injeção eletrônica. Recebe informações de diversos sensores instalados no veiculo informações sobre quantidade e temperatura do ar na admissão, rotação do motor, posição da borboleta de aceleração, posição da árvore de manivelas. PMS e temperatura do motor. A partir destas informações, o processador calcula o ponto de ignição a quantidade de combustivel a ser injetada. A ignição e a quantidade de combustível são ajustadas também em função das condições de funcionamento, tais como marcha-lenta, carga parcial, carga total, funcionamento a frio e a quente. Tudo isto acontece visando conciliar desempenho, baixo consumo de combustível e baixos valores de emissão de poluentes.
A injeção de combustível é feita através de válvulas injetoras instaladas nos dutos de admissão. Estas válvulas são acionadas através de pulsos elétricos anviados pela centralina sempre que os pistões estiverem próximos do PMS, tanto na admissão como no escape. Este tipo de injeção é chamado de simultâneo todas as válvulas injetoras são acionadas ao mesmo tempo. O combustivel chega até as válvulas injetoras pressurizado pôr uma Bomba elétrica, que também é controlada pela centralina. A pressão do combustivel é controlada através de uma válvula reguladora de pressão.
O MOTRONIC utiliza também um sensor de oxigênio, conhecido como sonda lambda. Sua função é permitir que a centralina mantenha a mistura de ar com combustivel em proporções próximas da ideal para uma combustão completa. Em sistemas com sonda lambda dizemos que seu funcionamento ser dá em circuito fechado. Chama se circuito fechado porque tem um funcionamento cíclico: caso a sonda lambda detecte uma mistura pobre muito ar, a centralina será informada e enriquecerá a mistura injeta mais combustivel; Ao enriquecer a mistura, a sonda lambda vai detectar uma mistura rica e vai informar novamente a centralina, que irá empobrecer a mistura. Novamente a sonda vai detectar mistura pobre e o ciclo vai se repetindo indefinidamente. Pôr ficar alternando entre mistura pobre e mistura rica, na media a mistura fica próxima da ideal. .
Este sistema possui autodiagnose de defeitos, o que reduz o tempo de pesquisa de falhas. A indicação de falhas do sistema é feito por piscadas fornecidas pela lâmpada de advertência no painel de instrumentos.
Pelos dados abaixo verificamos se existe problemas ou não.
Chave somente ligada.Lâmpada acesa.Sem problemas.
Motor funcionando.Lâmpada apagada.Sem problemas.
Motor funcionando.Lâmpada acesa.Com falhas.



     
            IGNIÇÃO                                    LÂMPADA DE ADVERTÊNCIA                        DIAGNOSE.

A lâmpada de advertência não é indicativa de todos os defeitos, algumas partes como sistema de ignição como cabos de velas e também bomba, filtro, regulador de pressão do sistema de combustivel não são detectados.1 - A lâmpada de advertência funciona como luzes de advertência da pressão do óleo ou da bateria como por exemplo.
2 - Deve acender ao ligar a chave e deve apagar quando motor entrar em funcionamento.
3 - Se lâmpada permanecer acesa com o motor funcionando, existe falhas.



mer.jpg (31932 bytes)
1- Localização do conector de diagnostico ALDL.2 - Interligue com um fio ou chave os conectores comforme gravura na próxima pagina veja a localização do Conector de diagnósticos ou ALDL comforme figura acima fica no habitáculo do motor.
 3 - Ligue a chave de contato sem dar partida. Agora o sistema está pronto para apresentar os diagnósticos.
Irá apresentar os defeitos se existirem.
Ao energizar todos os componentes controlados pela Centralina, menos o relé da bomba de combustivel.
Isto ocorrendo permite os circuitos difíceis de serem energizados sem o veiculo funcionar.
Os componentes permanecerão energizados enquanto a centralina estiver no modo apresentação de diagnósticos.
Fechar a válvula de controle de marcha lenta.
4 - Conte o numero de piscadas para identificar o código
IDENTIFICAÇÃO DO CÓDIGO.
Como exemplo vamos citar o código 13.
LâmpadaPiscadaPausaPiscadaPiscadaPiscadaPausa maior
Números-------1------- -----------------------3---------------------- 
                   Primeiro número.                        Segundo número.
Os números sempre são compostos de dois dígitos como o 13 primeiro uma piscada depois pausa curta e depois três piscadas e pausa maior os códigos serão mostrados sempre três vezes, mostrando sempre o código menor, no final começa tudo novamente.NO MÉTODO SIMPLO DEVE SE UTILIZAR EQUIPAMENTOS FUNDAMENTAIS PARA TESTES DOS COMPONENTES NÓS TRABALHAMOS BASICAMENTE COM TRÊS FERRAMENTAS BÁSICAS, UM MULTITESTE AUTOMOTIVO DIGITAL, CANETA PONTA DE PROVA E MANOMETRO DE PRESSAO JUNTAMENTE COM MEDIDAS DE VAZÃO.
Localização dos Relés da Silverado
Prata.jpg (46529 bytes)Localização dos Relés do Omega 4.1
Bronze.jpg (32570 bytes)
MEDIDAS DO SISTEMA.
Valvula injetora.
Resistência do enrolamento motores a gasolina.17 W +ou - 20%
Tempo de Injeção4.5 a 5.3 ms
Sensor de rotação (indutivo)
Resistência de enrolamento540 W + ou - 20%
Sonda lambda.
Resistência de aquecimento3,5 W + ou - 20%
Sensor da temperatura da água.
Resistência a temperatura ambiente2200 W + ou - 20%
Potenciometro da borboleta.
Resistência entre pinos 1 e 3 com a borboleta fechada.Resistência entre pinos 1 e 3 com a borboleta aberta.Resistência entre pinos 1 e 2900 W + ou - 20%2500 W + ou - 20%
1900W + ou - 20%
Eletroválvula do canister
Resistência do enrolamento2,5 W + ou - 20
Válvula de controle de marcha lenta.
Resistência9,0 W + ou - 40%
 Lista de código de falha
DEFEITOCÓDIGO
Circuito de abertura sonda lambda13
Circuito do sensor de temperatura da água14 OU 15
Sensor de detonação18
Sinal incorreto RPM19
Circuito do sensor de posição da borboleta21 OU 22
Tensão alta no injetor 1 verifique circuito da válvula injetor 125
Tensão alta no injetor 2 verifique circuito da válvula injetor 226
Tensão alta no injetor 3 verifique circuito da válvula injetora 327
Tensão alta no injetor 4 verifique circuito da valvula injetora 428
Tensão alta no injetor 5 verifique circuito da válvula injetora 529
Nenhum sinal do RPM31
Tensão alta no injetor 6 verifique circuito da válvula injetora 632
Circuito da sonda da lambda38 OU 39
Mistura fora da faixa44 OU 45
Tensão baixa da bateria48
Tensão alta da bateria49
Tensão da na lâmpada de advertência52
Circuito do relé da bomba53 OU 54
Substitua o ECM55
Circuito da válvula de controle da marcha lenta56 OU 57
Circuito da válvula de controle de evaporação61 OU 62
Circuito do sensor temperatura do ar69 OU 71
Circuito do medidor fluxo de ar73 OU 74
Circuito do sensor de controle do torque75 OU 76
Tensão baixa no injetor 1 verifique circuito da válvula injetora 181
Tensão baixa no injetor 2 verifique circuito da válvula injetora 282
Tensão baixa no injetor 3 verifique circuito da válvula injetora 383
Tensão baixa no injetor 4 verifique circuito da válvula injetora 484
Tensão baixa no injetor 5 verifique circuito da válvula injetora 585
Tensão baixa no injetor 6 verifique circuito da válvula injetora 686
Circuito do relé corte do ar condicionado87 OU 88
Circuito do sensor Hall93 OU 94
Tensão baixa no circuito da lâmpada de advertência135
Substitua o ECM136

PLANO DE BUSCA DE FALHA PELO SINTOMA
Motor com dificuldade para pegar
1- Filtro de ar e sua tubulação entupida
2- Ver bateria
3- Relé e fusíveis
4- Alimentação da centralina
5- Ver ignição
6- Escapamento entupido
7- Verificar bomba de combustível, mangueira, filtro etc.
Ver roteiro de como
testar neste mesmo
capitulo
Motor falha na  aceleração
1- Medidor de massa de ar
2- Verificar bomba de combustível, mangueira, filtro, etc.
3- Ver bateria
4- Ver ignição
5- Válvula injetora
Ver roteiro de como
testar neste mesmo
capitulo
Consumo elevado de combustivel
1 -Ver bateria
2- Alimentação da centralina
3- Sistema de temperatura de ar
4- Escapamento entupido
5- Medidor de massa de ar
6- Filtro de ar e sua tubulação entupida
7- Verificar bomba de combustível, mangueira, filtro
8- Sonda lambda
Ver roteiro de como
testar neste mesmo
capitulo
Marcha lenta irregular
1- Medidor de fluxo de ar
2- Sonda lambda
3- Verificar bomba de combustível, mangueira, filtro.
4- Válvula de marcha lenta
5- Entrada falsa de ar no coletor de admissão
6- Sensor de temperatura de água
7- Potenciometro da borboleta
Ver roteiro de como
testar neste mesmo
capitulo
Motor de partida vira mas não pega
1- Ver bateria
2- Alimentação da centralina
3- Escapamento entupido
4- Filtro de ar e sua tubulação entupida
5- Ver ignição
6- Relés e fusíveis
7- Verificar bomba de combustível, mangueira, filtro etc.
Ver roteiro de como
testar neste mesmo
capitulo
Marcha lenta elevada
1- Potenciômetro da borboleta
2- Sensor de temperatura de água
3- Válvula de controle de marcha lenta
4- Ver bateria
5- Medidor de massa de ar
Ver roteiro de como
testar neste mesmo
capitulo
Baixa potência no motor
1- Ver bateria
2- Alimentação da centralina
3- Escapamento entupida
4- Ver ignição
5- Medidor de massa de ar
6- Verificar bomba de combustível , mangueira, filtro etc.
7- Filtro de ar e tubulação entupida
Ver roteiro de como
testar neste mesmo
capitulo
ESQUEMA ELÉTRICO DO OMEGA 4.1 - C20 4.1 - SILVERADO 4.1.
Omega4.jpg (248408 bytes)A - Como testar sensores
1-Como testar sensor hall
5001.jpg (51141 bytes)
TESTANDO
1- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 31 da centralina (cinza) > Positivo (+) (12V).
2- PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 8 da centralina (azul). Dar a partida no motor > Led verde pisca durante a partida ou com o motor funcionando.
2-Como testar sensor de temperatura do ar
5002.jpg (58185 bytes)
TESTANDO
1- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao pino 30 da centralina (cinza preto) > Negativo (-).
2- Ignição ligada, motor parado, MULTITESTE DIGITAL no modo voltímetro no fio ligado ao pino 44 da centralina (azul claro branco) > Dados abaixo ( motor quente: entre 30C a 70C).
DADOS: VALORES APROXIMADOS
Temperatura ( C )
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
Tensão (V)
0,5
0,7
0,8
1,1
1,4
1,7
2,1
2,6
3,0
3,4
Resistência W
150
200
255
330
440
600
840
1200
1700
2400
 3-Como testar sensor de temperatura da água
5003.jpg (59240 bytes)
TESTANDO
1- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao pino 30 da centralina (cinza preto) > Negativo.
2- Ignição ligada, motor parado, MULTITESTE DIGITAL no modo voltímetro no fio ligado ao pino 45 da centralina (cinza vermelho) > Dados abaixo (motor quente: entre 80C e 90C).
DADOS: VALORES APROXIMADOS
Temperatura ( C )1101009080706050403020
Tensão (V)0,50,70,81,11,41,72,12,63,03,4
Resistência (ohms)150200255330440600840120017002400
4-Como testar sonda lambda
5004.jpg (58540 bytes)
TESTANDO
1- Motor funcionando, PONTA DE PROVA no fio preto vermelho da sonda > Positivo (+) (12V).
2- PONTA DE PROVA no fio marrom da sonda > Negativo (-)>
3- Motor funcionando e aquecido, MULTITESTE DIGITAL no modo voltímetro no fio ligado ao pino 28 da centralina (verde). Acelere o motor várias vezes > Tensão oscila de 0,1V a 0,9V
4- Medir resistência de aquecimento da sonda (medir através dos fios branco do conector) > Resistência de 3,0 W + ou - 10%.
5-Como testar sensor indutivo
5005.jpg (35996 bytes)
TESTANDO
3- MULTITESTE DIGITAL no modo ohmímetro, medir resistência do sensor > 540 W + ou - 10%.
6-Como testar potenciômetro da borboleta
5006.jpg (64952 bytes)
TESTANDO
1- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao pino 30 da centralina (cinza preto) > Negativo (-).
2- Ignição ligada, motor parado, MULTITESTE DIGITAL no modo voltímetro no fio ligado no pino 12 da centralina (branco preto) > 5,0V + ou - 5%.
3- Ignição ligada, motor parado, MULTITESTE DIGITAL no modo voltímetro no fio ligado ao pino 53 da centralina (azul claro preto). Gire o eixo da borboleta até o final > As leituras devem estar de acordo com os dados abaixo.
DADOS
Posição da Borboleta
Tensão (V)
Borboleta fechada0,12 a 1,22
Borboleta totalmente aberta3,90 a 4,95
7-Como testar medidor de fluxo de ar
5007.jpg (60463 bytes)
TESTANDO
1- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA nos fios marrom e cinza preto > Negativo (-).
2- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio preto ligado ao pino 37 da centralina > Positivo (+) (12V).
3- Motor funcionando, MULTITESTE DIGITAL no modo voltímetro no fio azul verde ligado ao pino 7 da centralina. Em marcha-lenta > Tensão de 0,8V + ou - 10%. Acelerando o motor a tensão deve aumentar (a plena carga, 5,0V + ou - 10%).
B - Como testar atuadores
8-Como testar válvulas injetoras
5008.jpg (98969 bytes)
TESTANDO
1- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA nos fios ligados ao pino 37 da centralina (preto) > Positivo (+) (12V).
2- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA nos fios ligados aos pinos 15 (vinho), 16 (amarelo), 17 (branco), 33 (cinza), 34 (azul) e 35 (verde) da centralina > Positivo (+) (12V).
3- PONTA DE PROVA nos fios ligados aos pinos 15 (vinho), 16 (amarelo), 17 (branco), 33 (cinza), 34 (azul) e 35 (verde) da centralina. Dê partida no motor > Led verde pisca durante partida ou com o motor funcionando.
4- MULTITESTE DIGITAL no modo ohmímetro, medir resistência das válvulas injetoras > 15 W+ ou - 10 %.
Como testar o Tempo de Injeção
TESTANDO
Com um MULTITESTE DIGITAL no modo Milesegundo testar o tempo de Injeção da Válvula Injetora que devera ser de 4.5 a 5.3 ms em marcha lenta.

9-Como testar válvula do canister
5009.jpg (39102 bytes)
TESTANDO
1- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao pino 37 da centralina > Positivo (+) (12V).
2- MULTITESTE DIGITAL no modo ohmímetro, medir resistência da válvula de ventilação > 25 W a 40 W.
3- Motor funcionando, PONTA DE PROVA no fio ligado ao pino 5 da centralina. Acelerar um pouco o motor > Negativo (-) por alguns instantes
10-Como testar válvula de controle da marcha-lenta
5010.jpg (45057 bytes)
TESTANDO
1- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao pino 37 da centralina > Positivo (+) (12V).
2- MULTITESTE DIGITAL no modo ohmímetro, medir resistência da válvula de controle > Resistência de 7,0 W a 15,0 W.
3- Ignição ligada, motor parado, MULTITESTE DIGITAL no modo voltímetro no fio ligado ao pino 4 da centralina > Tensão 8,0V a 10,0V.
4- Mesma condição anterior, com o motor funcionando em marcha-lenta > Tensão de 4,0V a 8,0V. Ao impor uma carga ao motor (por exemplo, ligar o ar-condicionado), a tensão deve cair.
11-Como testar bobina de ignição
5011.jpg (49449 bytes)
TESTANDO
1- Centelhador colocado na bobina. Dar a partida no motor > Centelha forte (mínimo 2 cm) durante a partida.
2- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado à chave de ignição > Positivo (+) (12V).
3- PONTA DE PROVA no fio ligado ao pino 1 da centralina. Dar a partida no motor > Led verde pisca durante partida.
4- MULTITESTE DIGITAL no modo ohmímetro, medir resistência do primário e do secundário da bobina > Primário 0,6 ohms a 0,8 ohms; Secundário: 5,2K W a 6,2K W.
12-Como testar bomba de combustível

67m.jpg (21525 bytes)Bomba não funciona: fazer testes abaixos. Se confirmar os testes, bomba defeituosa (queimada)
TESTANDO
1- PONTA DE PROVA no fio ligado preto vermelho da bomba. Dar a partida no motor > Positivo (+) (12V) durante partida.
2- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio marrom da bomba > Negativo (-).
Bomba funcionando: testar pressão do sistema
TESTANDO
1- Despressurizar o sistema: retire fusível da bomba e dê partida no motor. Após despressurizar, reinstale o fusível. Instalar manômetro na linha de entrada de combustível. Dar a partida no motor > Pressão de 3,0 a 3,5 bar.
2- Na mesma condição anterior, remover mangueira de vácuo do regulador de pressão e tampar a mangueira > Pressão de 3,7 a 4,0 bar.
3- Despressurizar o sistema, instalar manômetro na linha de retorno. Dar a partida no motor > Pressão de 0,3 a 1,5 bar durante partida ou em marcha-lenta.
C - Como testar auxiliares
13-Como testar relé da bomba de combustível
5012.jpg (57352 bytes)
TESTANDO
1- Ignição desligada, PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 30 (vermelho) do relé > Positivo (+) (12V).
2- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 85 (preto) do relé > Positivo (+) (12V).
3- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 86 (preto verde) do relé > Positivo (+) (12V).
4- PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 87 do relé. Dar a partida no motor > Positivo (+) (12V) durante partida ou com motor funcionando.
14-Como testar relé do sistema de injeção
5016.jpg (49927 bytes)
TESTANDO
1- Ignição desligada, PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 30 e 86 (vermelho) do relé > Positivo (+) (12V).
2- Ignição desligada, PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 85 (marrom vermelho) do relé > Positivo (+) (12V).
3- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 85 (marrom vermelho) do relé > Negativo (-).
4- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA no fio ligado ao terminal 87 (preto) do relé > Positivo (+) (12V).
D - Como testar unidade de comando
15-Como testar alimentação da centralina

5015.jpg (123599 bytes)
TESTANDO
1- Ignição desligada, PONTA DE PROVA nos fios ligados aos terminais 18 e 36 da centralina > Positivo (+) (12V).
2- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA nos fios ligados aos terminais 2, 10, 14, 19, 20 (câmbio autom.), 24 e 42 da centralina > Negativo (-).
3- Ignição ligada, motor parado, PONTA DE PROVA nos fios ligados aos terminais 27 a 37 da centralina > Positivo (+) (12V).


  


domingo, 5 de junho de 2016

Veneno leve para recuperar os 30 cavalos perdidos da sua Silverado Gasolina 4.1




Ola pessoal!

Mais um polst para animar a galera que fala que a Silverado a gasolina é manca..
Aqui tem umas recitas para deixar donos de Silverado 4.2, Hylux, S10, Ranger e Etc... Loucos de Raiva! kkk.

Como eu ja disse em outro polst... "O motor da Silverado a gasolina é o mesmo utilizado no Omega 4.100, mas com comando de válvulas bem mais "manso" e módulo de injeção e ignição devidamente ajustado a esse comando".

Resultado disso?! 

A chevrolet retirou do motor da Silverado 30 CV por causa de uma curva de troque de apenas 1,6  mkgf maior...

Silverado 4.1 mpfi 138 CV e 30,7 mkgf a 2500 RPM

Omega 4.1 mpfi 168 CV e 29,1  mkgf  a 3500 RPM 

Entao meus amigos... Para recuperar esses 30 CVs perdidos e fazer sua Silverado ter a mesma potencia da silverado 4.2 diesel 168 Cvs...

A formula é a seguinte! Anota ai...

Substituir o comando e o módulo de gerenciamento do Silverado pelos do Omega é possível e pode ser feito com peças originais. Troque o comando de código 93.232.466 pelo 93.205.833, e o módulo 93.236.290 pelo 93.258.775. O resultado será a recuperação dos 30 cv perdidos na adaptação do motor ao utilitário, o que vai-se refletir em velocidade máxima e aceleração superiores. Mas haverá perda sensível no torque, o que talvez não corresponda à sua necessidade de "saída mais veloz". Para esse fim, sugerimos um remapeamento do módulo de injeção em oficina bem-reputada, com ênfase nas baixas rotações. Com um serviço bem-feito -- e, importante, específico para seu motor -- é possível melhorar ainda mais a curva de torque e deixar o velho seis-cilindros mais "esperto" para o tráfego urbano.

Agora meus amigos... Se vcs quiserem um veneno mais bravo, segue  receita!

O velho duelo entre compressores mecânicos e turbocompressores reaparece nesta preparação para Omega. No meio de preparação existe realmente uma disputa pela preferência entre esses dois equipamentos. Pode-se generalizar, sem muito risco de erro, que europeus e orientais preferem turbos e os americanos preferem compressores mecânicos.Do ponto de vista de engenharia, porém, a escolha deve ser guiada pelas características, vantagens e desvantagens de cada equipamento. Prova disso é que cada vez mais carros europeus saem de fábrica com compressor de acionamento mecânico, e cada vez mais automóveis americanos vêm equipados com turbo. Então, uma escolha racional sobre qual sobrealimentador usar deve ser guiada pela engenharia? Bem... quem disse que preparação é algo estritamente racional?
As curvas de potência (as mais altas) e de torque estimadas para o Omega 4,1 original (em azul); com compressor tipo parafuso (em verde); e com turbo e intercooler (em vermelho)
Existem vários tipos de compressor de acionamento mecânico, mas os turbocompressores são basicamente de um único tipo. O turbo é composto de uma turbina, acionada pelos gases que saem pelo escapamento, e um compressor centrífugo, que é solidário por um eixo à turbina. Portanto, o turbo não rouba força do motor para funcionar: retira energia dos gases de escapamento, que estão mesmo sendo eliminados.

Com os compressores de acionamento mecânico é diferente: todos eles retiram força do motor para funcionar, quer através da polia do virabrequim, quer pela polia do comando de válvulas ou por outra polia, que de qualquer forma é acionada pela força do motor. Seria o turbo sempre mais eficiente? Nem tanto. Existem outras coisas a considerar, e a principal é a eficiência térmica de compressão, a capacidade do compressor em comprimir o ar sem gerar calor. Ela depende principalmente do tipo de compressor usado. Vejamos os compressores mais usados em preparação sobrealimentada.
Figura 1 - compressor de rotores, tipo Roots, ou blowerCompressor de rotores, tipo Roots, ou blower

É o maior e menos eficiente. É composto de dois rotores com seção transversal semelhante a um oito. Na realidade não é um compressor, já que os rotores, ao girar, somente deslocam o ar para o coletor, onde ele acaba sendo comprimido. A eficiência térmica fica em torno de 50%. Ultimamente tem caído em desuso na indústria automobilística, que busca a maior eficiência. Mas ainda são indicados para baixas pressões de sobrealimentação em motores de grande cilindrada, pois são capazes de fornecer um grande volume de ar (fig. 1).
Figura 2 - compressor de palheta, ou tipo Vane
Compressor de palheta, ou tipo Vane

Eficiente do ponto de vista térmico, chega a atingir entre 80% e 90% de eficiência. É composto de um cilindro excêntrico com diversas palhetas, que ao girar comprime o ar. Fornece pouca vazão, apesar de conseguir altas pressões. Só pode ser usado em motores menores e por isso não é muito comum sua aplicação em automóveis (fig. 2).
Figura 3 - compressor de parafuso, ou tipo LysholmCompressor de parafuso, ou tipo Lysholm

É um dos mais eficientes tipos de compressores: chega a 95% de eficiência térmica. É composto de dois rotores, um com lóbulos e outro com vales, que ao girar comprimem o ar. Tem aplicação ampla, pois pode fornecer boa vazão e também gerar pressões bem altas (fig. 3).
Figura 4 - compressor centrífugo ou axialCompressor centrífugo ou axial

Tem boa eficiência térmica: os melhores ficam em 93%. É composto de um rotor com pás que, ao girar, comprime o ar pela força centrífuga de sua alta rotação. Pode ser acionado mecanicamente, mas é também o tipo de compressor usado em conjunto com a turbina nos turbocompressores, pois precisa de pouquíssimo torque para funcionar (fig. 4).

Então pode-se pensar que os compressores mecânicos tipo parafuso são os mais eficientes, mas no cômputo geral, ou seja, levando em conta a energia necessária para o funcionamento do compressor, o turbo ainda ganha com boa margem. Isso quer dizer que, para uma mesma pressão, um motor equipado com turbo e intercooler desenvolverá maior potência do que um equipado com qualquer tipo de compressor acionado mecanicamente.

Mas, então, por que os fabricantes não usam apenas turbos? Porque cada compressor tem suas características, que podem ser desejadas em detrimento da eficiência total. Em geral os compressores mecânicos fornecem pressão mais cedo, isto é, em regimes de rotação mais baixos. O comportamento do motor fica mais semelhante ao de um motor aspirado de maior cilindrada.

Torque em baixas rotações é, portanto, o forte dos compressores mecânicos, e por isso cada vez mais os fabricantes investem neles. Mas a pressão que fornecem não é constante como muitos pensam: ela é proporcional à rotação, ou seja, sobe de uma pressão inicial em marcha-lenta até atingir a pressão máxima no limite de rotação. O turbo, ao contrário, não fornece pressão em regimes muito baixos, depois sobe rapidamente para a pressão máxima, quando então a válvula de alívio se abre para manter a pressão constante até o limite de rotação.

Esta curva evidencia a diferença de regime de sobrealimentação entre os turbos e os compressores mecânicos. Figura 5
Os compressores fornecem pressão mais cedo, mas por outro lado os turbos mantêm a pressão máxima numa faixa maior de rotação (fig. 5).

Por questões técnicas o proprietário escolheu uma pressão menor para o compressor mecânico. Desta forma a diferença entre este e o turbo será ainda maior. Mas isso não deve ser o único fator a nortear a escolha: o compressor de parafuso fornecerá melhor dirigibilidade e será mais silencioso, mas o motor terá menor rendimento em médias e altas rotações, é um equipamento maior, mais pesado e geralmente mais caro.

Mesmo assim, a escolha fica mesmo no campo da dirigibilidade, já que ambos são capazes de cumprir as metas estabelecidas para a preparação. Se o proprietário acredita que o motor não dispõe de força suficiente nos regimes mais baixos -- que não é o caso do motor GM 4,1 do Omega --, a escolha deve cair sobre o compressor mecânico. Caso potência em alta seja a prioridade, deve-se usar o turbo.

Vale ressaltar que, devido ao maior rendimento geral, o motor com turbo desfrutará de consumo equivalente ao do compressor de parafuso, apesar da maior pressão.

O dimensionamento de ambos os equipamentos fica a cargo do preparador, mas aqui vão algumas diretrizes. Para o turbo, priorizando entrada em funcionamento em baixas rotações sem comprometer a eficiência em alta, um turbo como o Garret T04 trim (compressor) H3, trim (turbina) P, A/R 1.32, ou equivalente de outra marca de boa qualidade deve ser usado.

Um bom intercooler aletado resfriará o ar, de 130°C que ele deixa o turbo após comprimido, para 51°C, que serão admitidos após a passagem pelo intercooler -- como se vê, neste caso ele é indispensável.

O compressor tipo parafuso deve ser capaz de aspirar 700 cfm (cubic feet per minute, pés cúbicos por minuto) de ar e fornecer 340 cfm de ar comprimido à pressão máxima de 1 kg/cm². Com essas informações e a configuração do motor, basta contatar o fabricante do compressor e indagar quais modelos ele possui para atender essa faixa de trabalho.

Por essa relação de volumes fica evidente o caráter da sobrealimentação. O volume admitido pelo compressor é equivalente ao que seria admitido por um motor de 8,3 litros, ou seja, maior que o do Dodge Viper, hoje o de cilindrada mais alta do mundo em um automóvel. Mas este ar todo entra no motor 4,1 do Omega.

Foram simuladas as duas preparações. Observe os resultados esperados para preparações de excelente qualidade:
 OriginalCompressor tipo parafusoTurbo e intercooler
Potência máxima168 cv341 cv395 cv
Rotação de potência máxima4.500 rpm4.500 rpm4.500 rpm
Velocidade máxima212 km/h268 km/h282 km/h
Rotação à velocidade máxima4.500rpm5.700 rpm6.000 rpm
Aceleração de 0 a 100 km/h9,6 s5,7 s5,2 s
Torque máximo29,1 m.kgf59,1 m.kgf68,5 m.kgf
Rotação de torque máximo3.500 rpm3.500 rpm3.500 rpm
Aceleração longitudinal no interior do veículo0,65 g1,09 g1,20 g
Eficiência volumétrica na rotação de potência máxima67,0 %136,0 %157,7 %
Eficiência volumétrica na rotação de torque máximo72,9 %148,0 %171,6 %
A margem de erro é de 5% (para cima ou para baixo), considerando-se instalação bem-feita. Calculamos a aceleração de 0 a 100 km/h e a aceleração longitudinal máxima (sentida no interior do automóvel) a partir da eficiência de transmissão de potência ao solo do carro original. Para atingir os resultados estimados pode ser necessária a recalibragem da suspensão, reforços no monobloco e/ou o emprego de pneus mais largos. A velocidade máxima estimada só será atingida com o ajuste recomendado da relação final de transmissão. Os resultados de velocidade são para velocidade real, sem considerar eventual erro do velocímetro. A rotação à velocidade máxima é calculada considerando a relação atual de transmissão.
Algoritmo de simulação de preparação de motores desenvolvido pelo consultor
Iran Cartaxo, de Brasília, DF.
O motor GM 4,1, apesar da atualização sofrida para equipar o Omega, não deixa de sofrer com o projeto antigo. A eficiência volumétrica é baixa, menos de 70% nos regimes de potência máxima, e não fica muito acima disso no regime de torque máximo. Mas isso não é um inconveniente quando o que se deseja é sua generosa curva de torque, que chega a níveis absurdos quando sobrealimentado -- mais de 60 m.kgf é torque "para subir em paredes", equivalente ao de um Viper, que é V10 com 8 litros, e superior até mesmo ao do novo Corvette Z06, um V8 de 5,7 litros e 390 cv.

Para o nível de preparação citado, apesar da potência absurda conseguida, não é necessário o uso de peças forjadas desde que o motor esteja com a lubrificação perfeita e seja usado racionalmente. O óleo lubrificante é muitas vezes contaminado com combustível devido ao uso de mistura muito rica (que também eleva o consumo e as emissões poluentes). Isso diminui sua viscosidade, pode provocar o travamento do pistão e muitas vezes a quebra da biela, algo realmente destrutivo para o motor e... o bolso.

Peças forjadas aumentam a margem de segurança. Por isso são muito recomendadas pelos preparadores, já que podem evitar quebras causadas por regulagem errada. Devem ser usadas, neste caso, somente se o proprietário decidir por uma segurança maior.

O uso do álcool não se faz necessário, mesmo para a pressão mais alta, pois a taxa de compressão é relativamente baixa: 8,5:1. Isso é possível apenas se a preparação for muito bem executada, tendo especial cuidado para admitir ar frio -- em que contribuem o intercooler, turbo bem dimensionado, coletor de escapamento de qualidade e bocal de admissão em local fresco.

Para usar gasolina com essas pressões também é preciso um ótimo trabalho de regulagem, no que influi diretamente a eletrônica, tanto para gerenciar a alimentação quanto a ignição (
saiba mais). Caso isso não seja possível, converter para o álcool é mais seguro do ponto de vista de proteção contra detonação, mas o rendimento será um pouco menor que o simulado e será mais difícil ajustar o carro para que fique com boa dirigibilidade, sem falhas em nenhuma condição ou regime.

Uma ótima preparação, com equipamentos de qualidade e uma regulagem esmerada, dará um consumo médio cidade/estrada em torno de 6,5 km/l -- não muito, se comparado aos 8,1 km/l originais. Mas essas marcas são facilmente majoradas caso o uso do carro seja mais agressivo, ou caso a preparação não atinja qualidade irretocável.

A necessidade de alongamento da relação de transmissão depende em parte de uma escolha do proprietário. O câmbio original do Omega CD já é bastante longo, mas com a preparação será necessário um alongamento para que as rotações de velocidade máxima e potência máxima, observadas na tabela de simulação, fiquem próximas e permitam realmente atingir a velocidade máxima simulada.

Na preparação mais forte, caso o câmbio não seja alongado , a velocidade máxima alcançada será de "apenas" 259 km/h , quando o motor estará a 5.550 rpm em última marcha. Nesta rotação ele produzirá 308 cv, bem menos que os 395 cv possíveis no regime ideal. Entretanto, diante da inviabilidade e ilegalidade de atingir esse patamar de velocidade no Brasil, manter as relações originais não trará prejuízo ao desempenho ou ao nível de ruído. Os alongamentos ideais, de qualquer modo, são de 27,3%, para a preparação com compressor mecânico, e 33,7% para o turbo.

A transmissão precisará ser reforçada, pois o Omega não é um carro leve e a força do motor será bem grande. Essa tarefa será facilitada pela possibilidade de uso dos componentes desenvolvidos para a Stock Car, que usa mecânica semelhante. Em casos críticos, todo o conjunto de câmbio e diferencial pode ser igual aos usados pelos carros de competição.

Mas neste caso, para um uso consciente e sem abusos -- como arrancadas em piso irregular ou trancos fortes --, pode-se preservar o conjunto original, usando somente uma embreagem reforçada (não precisa ser de cerâmica) e um platô com cerca de 40% a mais de carga.

A suspensão está no caminho certo. As molas do Omega 3-litros baixam um pouco a altura e por consequência o centro de gravidade do veículo, e os amortecedores Koni podem ter a carga regulada e trabalham bem em condições-limite. Mas para um bom comportamento dinâmico esse conjunto não está bem ajustado: as molas deveriam ter maior carga, cerca de 30% a mais. Molas de maior carga e com a mesma altura das que estão sendo utilizadas podem ser encomendadas em fabricantes nacionais destes componentes para competição (
saiba mais).

As rodas e pneus estão indo bem: o leitor aumentou a área de contato, mantendo de forma quase exata o diâmetro externo do conjunto. Mas para quase 400 cv, pneus com 265 mm de largura seriam os mais indicados. Só que é impraticável usar o perfil 40, necessário para manter o diâmetro do conjunto, em nossos pavimentos esburacados. Neste caso, ou se aumentam o diâmetro e a largura do conjunto e se enfrentam as dificuldades de fazê-lo caber nas caixas de roda e, ainda, os ajustes que deverão ser feitos em toda a geometria da suspensão, ou se convive com a medida atual, sabendo que é subdimensionada para o desempenho que o Omega terá.

Caso se decida realmente por aumentar a largura e o diâmetro do conjunto, os pneus dianteiros podem ser diferentes dos traseiros. Bastam 235 mm na dianteira, ficando atrás com os de 265 mm. Isso ajuda a contornar um pouco a tendência que aparecerá ao sobresterço (saída de traseira) em condições extremas. Mas implica mais ajustes na geometria da suspensão. Não compre pneu algum, porém, sem verificar sua compatibilidade com as caixas de roda do Omega -- sobretudo as traseiras, prejudicadas pelo corte reto do arco dos pára-lamas.

O comando de válvulas pode permanecer original, pois a sobrealimentação fornecerá a força extra desejada. O comando original será mais benéfico para o turbo, pois é um comando para torque, o que ajuda a entrada em funcionamento do turbo em baixas rotações, resultando em ótima dirigibilidade.

Se todas as modificações forem feitas com equipamentos de qualidade e toda a preparação for bem executada, o resultado final será um carro agradável de dirigir, seguro, que não dará dor de cabeça ao dono e, principalmente, muito forte -- vai assustar muito BMW M3 e similares.

fonte: http://www.omegaclube.com.br/multimidia/materias/bestcars_consultoriodepreparacao.htm